A África é um continente sujeito a secas, o que torna a agricultura uma actividade de risco para milhões de pequenos agricultores que dependem das chuvas para regar as suas culturas. O milho é a cultura básica mais amplamente cultivada em África – mais de 300 milhões de africanos dependem dela como fonte principal de alimento – e ela é gravemente afectada por secas frequentes. A seca leva à perda de culturas, à fome e à pobreza. As alterações climáticas apenas agravam o problema. A tolerância à seca foi reconhecida como um dos objectivos mais importantes dos programas de melhoramento de culturas e a organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura identificou a biotecnologia como uma ferramenta poderosa para se conseguir uma significativa tolerância à seca. Para se obter segurança alimentar e melhores condições de vida para o continente é fundamental identificar maneiras de mitigar o risco da seca, estabilizar a produção e incentivar os pequenos agricultores a adoptarem práticas de boa gestão. A AATF lidera uma parceria público-privada designada Water Efficient Maize for Africa (WEMA) (Milho com Eficiência Hídrica para África) para desenvolver milho africano tolerante à seca usando métodos convencionais de melhoramento de plantas, melhoramento assistido por marcadores e biotecnologia. Os benefícios e a segurança das variedades de milho serão avaliados pelas autoridades nacionais de acordo com os requisitos regulamentares dos países parceiros: Quénia, Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Uganda. |